ESTREMOCENSE
DE 21 ANOS
DESAPARECIDO HÁ MAIS DE DUAS SEMANAS
POLÍCIA
[07 JAN] »»
Nelson Freitas Cebola, estremocense de 21 anos, cruzou-se com a sua
mãe pela última vez no passado dia 21 de Dezembro, há
mais de duas semanas, e desde então que ninguém
tem
informações sobre o seu paradeiro. Esta situação,
naturalmente, tem provocado grande agitação e consternação
no seio da sua família que já espera que o pior possa
ter acontecido.
“Como não tem telemóvel ou outro tipo de contacto,
só nos resta aguardar por notícias, mas é muito
constrangedor não saber de nada e estamos muito aflitos à
espera”, comentou a mãe, Ana Pataco.
Segundo Ana Pataco, no passado sábado, dia 2, correu um boato
na cidade de Estremoz que referia que Nelson Cebola poderia estar
morto em Espanha, rumor que deixou em sobressalto a mãe que
de seguida efectuou diligências junto das esquadras de Polícia
de Segurança Pública de Estremoz, Elvas e autoridades
espanholas.
Inclusivamente, em Badajoz, percorreram os bairros mais degradados
da cidade, mostrando a fotografia do seu filho a pessoas que vagueavam
nas ruas, mas ninguém lhes adiantou qualquer informação
que ajudasse a encontrar o seu ente querido. “Não sei
como nasceu este boato mas é falso”, frisou a mãe,
adiantando que a esperança de o voltar a ver ainda se mantém
viva, pois “se tivesse acontecido alguma coisa a PSP já
me teria informado, mas já espero tudo!”.
O Nelson tem problemas relacionados com drogas e, poucos dias antes
de ter desaparecido, tinha contado a um tio que andavam atrás
dele por dever dinheiro às pessoas que lhe forneciam os estupefacientes
que consumia. A família pondera, ainda, que o seu desaparecimento
esteja ligado a estas dívidas e ao facto de ter receio de represálias
por parte destes fornecedores.
O jovem mora sozinho nos “quartéis”, Bairro de
Santiago, e na sua residência, segundo a mãe, não
há vestígios de ter havido “mexidas”, pois
a roupa encontra-se toda no mesmo sítio, faltando, no entanto,
uma televisão, um rádio e um aquecedor que calcula que
o seu filho possa ter vendido por “causa do vício”.
“Era um rapaz atinado mas o vício deu cabo dele e as
companhias também não o têm ajudado”, lamentou
Ana Pataco.
Nelson Cebola cresceu no Bairro de Santiago, em Estremoz, e, segundo
a mãe, este é um meio em que não é fácil
estar afastado destes problemas por se tornar muito fácil a
aquisição de drogas. “Ninguém obriga ninguém,
mas é complicado!”.
Ana Pataco disse ao Brados do Alentejo que o jovem estremocense frequenta
um curso, “mas assim que acabavam as aulas ia para o jardim
municipal “onde se encontrava a malta toda”e todo o dinheiro
que ganhava era “só para isso”.
Os familiares conheciam a sua dependência e tentaram ajudá-lo,
recorrendo ao Centro de Apoio a Toxicodependentes (CAT), em Évora,
mas de nada adiantou porque “assim que o médico que lhe
disse que teria que tomar os medicamento receitados e que não
poderia sair de casa”, acabou por não se tratar.
Dez dias depois de ter desaparecido, 31 de Dezembro, Nelson Cebola
levantou o total do vencimento que auferia no curso, cerca de 450
euros, numa entidade bancária em Elvas e como não possuía
cartão multibanco procedeu ao levantamento no balcão
deste banco. “Como ele devia dinheiro a certas pessoas e se,
neste caso, foi acompanhado durante esse levantamento vai-se ver nas
filmagens do banco. Andavam atrás dele para receberam o dinheiro”,
comentou o padrasto, João Pataco.
“As autoridades possuem uma fotografia dele e os nossos contactos
e agora só nos resta aguardar”, concluíram.
Em caso de alguém ter visto ou possuir alguma informação
sobre Nelson Freitas Cebola que possa aliviar o sofrimento desta família
e ajudar a encontrar o seu ente querido, contactem o número
de telemóvel 968323590.
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Jorge Manuel Pereira