| ÉVORA
Turismo do distrito
em pé de guerra
As câmaras
de Arraiolos, Mora, Montemor, Vendas Novas e Viana do Alentejo, todas
de maioria CDU, interpuseram no Tribunal Administrativo e Fiscal de
Beja uma providência cautelar com vista à suspensão
da eficácia do despacho governamental que cria a Comissão
Instaladora da Área Regional de Turismo do Alentejo, presidida
por Ceia da Silva (PS), ex- presidente da Região de Turismo de
S. Mamede (RTSM).
Em comunicado,
os cinco municípios defendem que o despacho 60/SET, de 17 se
Abril de 2008, do secretário de Estado do Turismo, é ilegal
por não incluir na Comissão Instaladora um representante
da Região de Turismo de Évora (RTE).
As autarquias autoras da acção judicial, que integraram
a extinta RTE, afirmam no mesmo documento que “contribuíram
financeiramente para o desenvolvimento da RTE”, e justificam a
decisão por se verem sem “representação na
Comissão Instaladora encarregada de elaborar os Estatutos da
futura Área Regional de Turismo do Alentejo”.
Outra das preocupações constantes do comunicado prende-se
com a extinção do mandato da RTE. No entender das cinco
câmaras, a decisão da Comissão Instaladora vem paralisar
“o funcionamento de estruturas que deveriam estar a actuar com
toda a diligência na animação e promoção
da actividade turística do Alentejo”.
Os signatários da acção judicial, disparam ainda
contra a RTSM denunciando o atraso na quotização por parte
desta entidade relativamente à Agência Regional de Promoção
Externa do Alentejo. A situação “pode levar o Governo
a deixar também de pagar a parte correspondente da sua comparticipação
anual, criando uma grave crise na agência, comprometendo assim
a capacidade de o Alentejo se promover fora de Portugal”, dizem.
ANRET
solidária com Andrade Santos
Na última assembleia geral da Associação Nacional
de Regiões de Turismo (ANRET), que decorreu a 29 de Junho em
Monsaraz, os presidentes das Regiões de Turismo manifestaram
a “sua profunda solidariedade para com o colega João Andrade
Santos, presidente da Região de Turismo de Évora, pelo
seu inconcebível afastamento da nova Comissão Instaladora
onde, por direito próprio, deveria ter assento”, diz a
associação em nota enviada às redacções.
A ANRET afirma, ainda, que apesar de não se rever nas futuras
Áreas Regionais de Turismo, “importa fazer caminho, construindo
estatutos que defendam na medida do possível os interesses dos
territórios”, ao mesmo tempo que demonstra preocupação
quanto ao que considera ser o “previsível abrandamento
da acção promocional do País” numa conjuntura
“particularmente adversa”.
A despedida do out-sider
“Tive
o privilégio de trabalhar nesta Região de Turismo desde
a entrada em funções dos seus primeiros órgãos
eleitos, até à data em que por decisão governamental
estas entidades foram extintas, seguindo-se agora por vontade da Comissão
Instaladora da futura Área Regional de Turismo do Alentejo, a
cessação de funções dos órgãos
da RTE.
No decurso destes dezassete anos, assisti ao rápido crescimento
e diversificação da oferta turística neste Alentejo
Central, ao processo de articulação de vontades entre
as quatro Regiões de Turismo do Alentejo, e ao entrosamento destas
estruturas com as micro, pequenas e médias empresas que constituem
o tecido empresarial do Alentejo turístico que hoje temos.
Certo estou que, no futuro que se avizinha, o desenvolvimento turístico
do Alentejo continuará a processar-se com base na estreita cooperação
entre as empresas alentejanas e as estruturas de fomento turístico
que venham a surgir com base e origem no Poder Local da Região”
- João Andrade Santos
Bruno
Calado Silva
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