Regional

SOUSEL
Câmara protesta PIDDAC

Na reunião de Câmara realizada no passado dia 2 de Dezembro, o executivo souselense decidiu aprovar uma moção de protesto e indignação face à forma como o concelho de Sousel e o distrito de Portalegre são "marginalizados pela Administração Pública Central" no Plano de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) para 2009.
Segundo a autarquia, o documento do governo anuncia, para o distrito de Portalegre "uma quebra de 39% relativamente a 2008", sendo este, de todos os distritos nacionais e regiões autónomas, o que sofre "maior redução de investimentos" do PIDDAC concretizando, "mais uma vez, a tendência dos últimos anos".
Para o executivo camarário "desde que o actual governo tomou posse, as verbas atribuídas ao distrito de Portalegre através do PIDDAC já diminuíram 67,8%, preterindo o desenvolvimento deste distrito e desprezando as suas potencialidades de crescimento".
Salienta, por outro lado, o facto de os ministérios da Saúde, da Educação e o de Obras Públicas “não possuírem qualquer verba para investir” ao nível distrital.
Das verbas atribuídas ao distrito de Portalegre, oito concelhos – entre eles, Sousel – “não vão beneficiar deste plano no próximo ano", garante a autarquia.
Para os eleitos souselenses o "PIDDAC para 2009, continua a traduzir uma política que desequilibra o país, acentuando as carências e dificuldades num distrito já de si prejudicado pela interioridade".

Redondo
Barroso recandidata-se

Num jantar de Natal, do Movimento Independente do Concelho de Redondo, no passado dia 5, perante cerca de 600 pessoas, Alfredo Barroso, actual presidente da Câmara Municipal, aceitou publicamente ser cabeça de lista do MICRE nas próximas eleições autárquicas.
Alfredo Barroso, afirmou que esta é “uma decisão que assumo com coragem e determinação face ao trabalho desenvolvido e a esta grande demonstração de dinamismo e confiança aqui mostrada".

AVIS
Lactogal vai encerrar

Instalada junto à barragem do Maranhão, a 2 km de Avis, há cerca de 40 anos a fábrica da Lactogal vai encerrar a 31 de Janeiro de 2009.
O encerramento desta unidade industrial, produtora de derivados de leite, que já foi uma das mais importantes do concelho de Avis em termos de postos de trabalho, vai lançar no desemprego cerca de 80 trabalhadores.
Segundo a agência Lusa, “a administração da Lactogal tinha proposto aos trabalhadores uma compensação de 20 mil euros para acompanharem a deslocalização da unidade de produção para Oliveira de Azeméis”, mas a proposta apenas terá sido aceite por sete trabalhadores.
A fraca adesão a esta proposta parece estar relacionada com a dificuldade de deslocação do agregado familiar dos trabalhadores para aquela cidade. Segundo Joaquim Nunes, delegado do Sindicato de Produtos Alimentares, "a distância foi o principal motivo. Além disso, os 20 mil euros estão sujeitos a descontos, o que faz com que as pessoas fiquem com 14 ou 15 mil euros", salientou
Segundo fonte da empresa, os trabalhadores que deixam de fazer parte do grupo Lactogal irão receber, a título de indemnização, um salário e meio por cada ano de trabalho.
A fábrica de Avis produzia exclusivamente queijo e soro lácteo em pó, tendo a produção de queijo chegado a atingir as 2000 toneladas/ano.

TURISMO DO ALENTEJO ORGANIZA “SEMANA” EM LISBOA
Projectar a região como
“um destino de excelência”


Entre os dias 8 e 13 de Dezembro, a Turismo do Alentejo – Entidade Regional para o Turismo vai realizar, no átrio do espaço “Lisboa Welcome Center” a iniciativa “Semana do Alentejo”. De acordo com o novo director, António Ceia da Silva, que tomará posse hoje, este evento tem como objectivo dar a conhecer ao público lisboeta e a todos os que decidirem passar por este local, o que de melhor o Alentejo tem para oferecer.
Assim, durante este período, será possível aos visitantes degustar os verdadeiros sabores alentejanos no Restaurante “Terreiro do Paço”, “em ementas criteriosamente preparadas entre o chefe Vítor Sobral que dirige este espaço e o chefe Júlio Vintém, do Restaurante ‘Tomba Lombos’ de Portalegre”.
Para além da gastronomia, a região vai mostrar o que a diferencia em termos de artesanato. “Será assim possível admirar uma exposição da qual farão parte os famosos Tapetes de Arraiolos bem como a não menos conhecida olaria alentejana”, explicou António Ceia da Silva, acrescentando que no mesmo espaço decorrerá ainda uma mostra de produtos típicos desta zona.
Ao longo desta iniciativa será ainda levado a cabo um concurso que distinguirá os melhores slogans promocionais sobre o Alentejo, “sendo os vencedores premiados com a oferta de fins-de-semana em várias unidades hoteleiras desta região”, garantiu. Para o efeito, será apenas necessário o preenchimento de um cupão, no espaço do “Lisboa Welcome Center”, durante o período em que decorre a iniciativa.
O presidente da Turismo do Alentejo anunciou ainda que, mesmo antes do início da “semana do Alentejo”, vai arrancar no dia 4 de Dezembro, uma acção de promoção da região, com o intuito de atrair visitantes para este evento, mas também para que as pessoas tomem a iniciativa de virem visitar o Alentejo. “Vamos ter técnicas que irão distribuir folhetos onde está inscrito um vasto conjunto de iniciativas de carácter cultural, gastronómico e lúdico, entre as quais se destacam a Festa do Santo Lenho em Barrancos, o Canto das Janeiras em Marvão e o Presépio de Rua no Castelo de Evoramonte e que vão ocorrer durante o mês de Dezembro e Janeiro”, afiançou.
Este folheto vai ser distribuído por todas as pessoas que circulem nas principais artérias comerciais de Lisboa, assumindo-se esta iniciativa como a primeira organizada pela Turismo do Alentejo para promover a região Alentejo, como um todo, no mercado interno.
No entender de António Ceia da Silva, “não faz sentido projectar várias imagens do Alentejo. O Alentejo faz sentido como uno e eu gostaria que o turismo desse o exemplo”, asseverou, adiantando que “esta nossa intenção resulta do fato de nós defendermos quer a regionalização, quer uma região única para o Alentejo”.
Para o novo presidente, o Alentejo é “uma zona de grande peso, devendo assumir-se como destino de excelência e como tal só pode trabalhar com a excelência”, frisou.
Maria Antónia Zacarias



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VALNOR
150 Postos de trabalho
até 2009

Humberto Rosa, Secretário de Estado do Ambiente, presidiu à inauguração da nova Central de Valorização Orgânica da Valnor (Central de Compostagem), na passada sexta-feira, dia 21, e assinou o contrato de financiamento da segunda fase deste empreendimento.
Situado junto ao Aterro Sanitário da Valnor (Avis/Fronteira), a segunda fase desta infra-estrutura representa um investimento de 18 milhões de euros, com uma comparticipação de cerca de 40 por cento de fundos da União Europeia, tendo já sido concluída a primeira fase e a segunda prevê-se que será finalizada durante o primeiro trimestre de 2009.
Numa região altamente deprimida, esta unidade criou 32 novos empregos na primeira fase e a segunda fase elevará este número para 50 que, somados aos cerca de 100 funcionários que a Valnor já emprega, aumentará o número total para 150 postos de trabalho.
Esta unidade é essencial para o cumprimento das metas estabelecidas na Europa no que respeita ao desvio de RUB, Resíduos Urbanos Biodegradáveis, e estima-se que a Valnor capte cerca de 60 por cento (60mil toneladas) dos resíduos orgânicos que são depositados em aterro e que, para além disso, produza cerca de 20 mil toneladas de adubo por ano (10 toneladas para utilização doméstica e outras 10 para a agricultura).
Autarcas, empresários e representantes de outros sectores de desenvolvimento local, presenciaram a assinatura dos contratos e protocolos e visitaram as instalações da nova Central de Valorização Orgânica da Valnor.
Manuel Coelho e Pedro Lancha, presidentes das Câmaras Municipais de Avis e Fronteira, respectivamente, salientaram o crescimento da Valnor e o seu papel como pólo dinamizador da região, destacando ainda o número de pessoas empregadas por esta entidade e os novos postos de trabalho que serão criados num futuro próximo. Os autarcas frisaram também a sua importância a nível ambiental, económica e social.
Jorge Pereira

Esta reportagem pode ser lida na íntegra na edição impressa do Brados do Alentejo.


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