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Photo Nostalgia |
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Na
sua maioria são hoje respeitáveis septuagenárias.
Quem ainda se / as reconhece?
Está
um pouco maltratada, coitada, devido à sua já provecta
idade, Terá sido 'batida' em meados do Século XX para
'fixar' um grupo de alunos canteiros artísticos da então
Escola Industrial de Estremoz.
Em
Maio de 1985 elementos do CDCR dos CTT de Estremoz, integrados numa
representação do distrito de Évora, deslocaram-se
à Madeira para participar nos Jogos Nacionais dos CTT. Cortesia
de Angélica Pataco
Quando
Portugal “ainda não era europeu”, havia o hábito
cá pelo cantinho lusitano de, mais ou menos por alturas do
São Miguel [mês de Setembro], se começarem as
lavouras e preparação das terras para a sementeira.
Tudo feito à força de braço humano e tracção
animal. Como ainda não se utilizavam herbicidas e outros venenos,
as 'mondas' eram feitas por ranchos de mulheres, como estas três
irmãs – Adosinda, Ricardine e Maria José Matos
– nos anos Cinquenta do século XX, preparadas para a
labuta na Herdade da Cerca.
Em 1949 os alunos do colégio estremocense do Dr João Falcato visitaram Coimbra e, de passagem por Castelo Branco, aquele docente bateu a chapa com todo o grupo na escadaria dos Reis de Portugal. Entre outros, o dono da foto, o nosso assinante Álvaro da Silva Ângelo “Victória”, ainda consegue identificar os companheiros “Marafona”, Peças, José e Manuel Serrano, Vicente – mais conhecido por Zé do Víctor, Juvenal, Víctor Sedas Carvalho, Pinto... Os outros, que lhes perdoem, mas já esqueceu os nomes BRADOS
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Na
sequência da publicação das fotos das marchas
do Outeiro e do Castelo, o nosso assinante Emídio Mourinha,
fez-nos chegar a foto da vencedora do último ano em que se
realizaram Marchas Populares em Estremoz [talvez 1955] e que foi a
Marcha de Santiago, que desfilou com a “marcha”: «Santiago
é teu /Está perto do céu /Vem para ele e faz
as pazes. /Ele é Bairro antigo /Mas já tem abrigo /No
coração dos rapazes.», uma letra de Afonso Xarepe. N.R.
- A propósito da Photo anterior, a nossa leitora Angélica
Pataco informa que o professor não identificado era o de Matemática.
Mas também não se recorda do nome. A mestra de Lavores
é D. Joana de Almeida Simões e não
Albuquerque como foi escrito por erro.
A
Escola Secundária Rainha Santa Isabel de Estremoz 'nasceu'
em 1924 como Escola de Artes e Ofícios, mais tarde elevada
a Esc. Industrial António Augusto Gonçalves, com cursos
de Canteiro Civil, Canteiro Artístico, Oleiro e Tapeceiro.
Durante anos esteve instalada num edifício da Rua da Pena,
mais tarde sede da Mocidade Portuguesa [local onde, em 1946, foi batida
a chapa que hoje publicamos].
Mais
uma ano lectivo em começo, regresso massivo às aulas,
primeiros passos para muitos adolescentes.
Nos
finais dos anos Sessenta do século passado, José Lopes
e sua irmã Idália na companhia de Ricardina e família,
gozando uma descontraída pausa, no Monte das Flores, Santa
Maria, Estremoz.
Estão
magras e secas. Por culpa do Vento (nortada), diz quem sabe do assunto.
Sardinhas, pois claro, que por esta altura do ano deveriam ser graúdas
e gordas para, com um vaso de manjerico, uma fogueira a preceito,
uma fava ou alcachofra, festejar Santo António (que já
lá vai), S. João (que aí está) e S. Pedro
(que há-de vir). Também Estremoz já viveu intensamente
os três Santos Populares e em vários largos eram armados
mastros e montados altares onde a criançada pedia «Um
tostã'zinho p'ró Santo António». E teve
marchas [Santiago, Castelo, Outeiro...], como esta de finais dos anos
Quarenta princípios dos Cinquenta do século passado.
No
dia em que foi inaugurado o Palácio da Justiça de Estremoz,
nos idos anos sessenta, estes quatro amigos, todos de São Lourenço
de Mamporcão, no regresso à sua terra (“a cavalo
na estrada”, que era o transporte mais popular e económico
da época) fizeram uma pausa para marcar a data. A contar da
esquerda: Joaquim Inácio Camões, Constantino Cortes,
Reinaldo Canhoto e José Maria Cortes.
A
uma jornada da imposição de faixas de campeões
distritais (1ª divisão) à equipa sénior
do Clube de Futebol de Estremoz, em jeito de homenagem, aqui se revivem
outros tempos também de alegrias. A equipa júnior do
CFE, no caso em deslocação ao Campo Sanches Miranda
(Juventude de Évora, empate 1-1) em Abril de 1969, para o Torneio
de Encerramento.
Numa
tarde de princípios dos anos 50 do século XX, no Rossio
de Estremoz, três atletas do Clube Futebol de Estremoz: dois
como excepcionais guarda-redes – um de futebol, outro de hóquei.
O do futebol, é o Emídio Mourinha (em pé), segue-se
o Humberto Frade, talentoso médio que mais tarde se notabilizou
no futebol angolano ao serviço do ASA de Luanda e do Ferrovia
e, também, no Sporting de Braga. Ao meio, no banco, o g.r.
do hóquei, Aurélio “Lela” Rato, que tem
à esquerda outra conhecida figura da cidade: Manuel Ribeiro
o popular Manel da P..., os dois já desaparecidos.
Fez
no último domingo, 24 de Abril, 56 anos que esta foto foi batida
em Estremoz, num momento muito especial para o grupo: A despedida
de solteira de Modesta Estevinho que, embevecida, olha o seu noivo
Benedito Dias. À direita, na foto, estão os tios (atrás)
e os pais da noiva Jesuina e Gabriel Estevinho. Ao lado de Modesta
as suas amigas Maria Luz Mota e Mimi Lapa com o então namorado
Norberto Cachatra. Sentadas estão Bia Lapa e Maria José
Pardana.
Externato
S. Joaquim (antigo Colégio do Mota) vs Escola Industrial e
Comercial de Estremoz (ou o inverso, se se preferir). No final do
ano lectivo de 1965/66, um jogo de Voleibol [na antiga M.P. a popular
“Bufa”, na Rua da Cruz Vermelha] entre os dois Estabelecimentos
de características diferentes, selava uma amizade que só
o Desporto Escolar conseguia.
Anos
sessenta do século passado, quando o Desporto Escolar era uma
realidade inter-estabelecimentos de ensino.
Esta
chapa terá sido batida nos anos 40/50 do século 20 e
o convívio destes cidadãos estremocenses meteu Fado,
a fazer fé na guitarra e na viola. Será que os fumadores
já eram “personae non gratae»? Parece terem sido
“empurrados” para a direita do grupo.
Eram
os “loucos anos 60” e, no velhinho campo de S. João
de Deus [onde é o centro de saúde], tempos de “gloriosas”
tardes de futebol em Estremoz. Atente-se na assistência (era
assim em redor do campo todo). Em fundo a hoje Escola Secundária
era ainda uma amálgama de andaimes e vigas mestras.
Para
os oito adeptos do desporto de que Santo Huberto é patrono,
os pombos foram o objectivo. Era dia 21 de Fevereiro de 1981 e um
deles completava vinte anos. Dia de festa com direito a chapa para
a posteridade.
«Já
se acabou à'zêtona /Já se ganhou o denheiro /Dêmos
vivas ao patrão /E tamém ò manajêro»,
assim se cantava, em dia de 'Acabamento' da azeitona, nos ranchos
que se tinham dedicado a tal tarefa. E, habitualmente com festa rija.
Os maiores de 50 anos, em particular os mais ligados à vida
do campo, ainda se lembrarão bem desses tempos.
A
reprodução de hoje quase escusava comentários.
Porque
de momento o melhor que temos são recordações,
vamos dar um pontapé na crise e recordar os bons velhos tempos.
Pelas
'mãos' deste grupo, agora a gozar as merecidas aposentações,
'passaram' gerações de crianças, hoje homens
e mulheres que pontificam nas diversas profissões e actividades,
em especial no concelho de Estremoz. |
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