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Photo Nostalgia |
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Nos
anos Sessenta do século passado, ainda a empresa CTT, de boa
memória, reconhecia o trabalho e dedicação dos
seus funcionários promovendo anualmente festas-convívio,
como a que a foto documenta, realizada em Évora, em que participaram
os carteiros de Estremoz Manuel Carona, Romualdo Salgado, António
Fanés, Bernardino Calisto, António Pataco, Carmosino
Madeira, Joaquim Inácio Gomes, Hermantino Ferreira, Florêncio
Firmino, Roberto Serra e António José Sousa. Foto
cedida por Angélica Coelho Pataco
Ainda
em ambiente de Campeonato Mundial de Futebol, lembremos uma equipa,
não de 'Navegadores', mas talvez de 'Lavradores', se atentarmos
no estado do campo. Era o CF Estremoz do início dos anos Sessenta.
Agora,
com Portugal 'pendente' do pontapé na bola na África
do Sul, lembremos aqui outros futebóis de meados dos anos 60
do século passado (talvez 1966, Mundial dos 5-3 à Coreia),
quando Estremoz vibrava com os renhidos jogos solteiros e casados
de saudosa memória. E os esforçados 'lagartos' são:
Zé Guerreiro, Augusto Alabaça, Emílio, Pataco,
Adelino Pires, “Fura” Fortio (ou Lameiras) e “Bagida”.
Zé Mourinha, Joaquim António, Felisberto “Jarreta”,
“Li” Carapeta e Xico Beliz.
Os
mancebos, nascidos em 1945 da aldeia de S. Bento do Cortiço,
no 'Dia das Inspecções' [1965]. Militares em 1966, a
maioria foi mobilizada para a guerra colonial.
Corrigenda: a 'tourada à portuguesa' referida
na edição anterior foi dia 31 de Maio e não na
data que indicámos.
A
1ª Corrida de Touros à Portuguesa realizada na praça
de Santarém aconteceu dia 1º de Maio de 1959. Como elementos
do cortejo real estiveram militares da Escola Prática de Cavalaria,
instalada na cidade ribatejana. Entre esses militares estava o quarteto
que em 1958 tinha assentado praça no Regimento de Cavalaria
3, em Estremoz. São eles Silvino Marianito, Olivério
Severo com equipamento de cavaleiro, Francisco 'Barranquenho' e o
outro cujo o nome Olivério [que cedeu a foto]
já não recorda.
Sábado,
4 de Dezembro de 1993 foi dia da inauguração dos balneários
públicos na Venda da Porca (S. Bento do Ameixial) e a população
do local respondeu com festa rija. Parte activa no brilho da comemoração
tiveram mulheres como Jacinta, Isabel, Leontina, Berta, Irondina,
Joaquina, Florinda e Ricardina Cabaço (que amavelmente
nos cedeu a foto).
Abril/Maio
de 1975 – A de saudosa memória banca do senhor Isaurindo
no mercado de Estremoz. E aquelas tentadoras e apetitosas laranjas
que está a vender ao sr. Cipriano Caeiro eram, de certeza absoluta,
produção nacional. Outros tempos...
1959
– elementos da fanfarra do Regimento de Cavalaria Nº 3
junto ao monumento aos Combatentes.
Corria
calmo o ano de 1960 quando a professora Natália Simões,
para dar mais animação à festa de final do 2º
período (férias da Páscoa) do ano lectivo 1959/60
ensaiou o sexteto musical 'Gaita, ferrinhos e pandeiretas',
formado pelos piquenos João Capitão, João Albardeiro
e Alfredo Latas (em cima) e José Rodrigues, António
Barrenho Martins e Valentim.
1981
– os três pimpolhos, nascidos no mesmo mês
do ano anterior, o do meio a 24, os outros a 27, preparam-se para
uma viagem virtual, sob o atento desvelo do compenetrado jovem (recém
licenciado em Direito), qual aio da idade moderna orientando um trio
de infantes. Um deles, depois de uma incursão ao reino dos
Algarves, rumou ao Norte, à Invicta cidade. Os outros orientaram
as suas vidas em Estremoz. Os pimpolhos completam este Março
30 primaveras e o jovem 'aio' atinge meio século lá
mais para o final do ano. São o João Carlos Vieira com
André Picciochi Fortio, André Caldeira Albardeiro e
Ricardo Nabeiro Cortes.
Apesar
do 'carnaval' permanente em que parece se terem transformado certos
sectores da política e financeiros nacionais, apesar das máscaras
mais ou menos assumidas ou das faces ocultas, os portugueses continuam
tristonhos e macambúzios. Para elevar o 'astral', aqui fica
uma recordação dos Carnavais 'à maneira' que
há pouco mais de 30 anos 'aconteciam' em Estremoz, um pouco
por engenho e arte deste grupo de foliões que animavam corsos,
colectividades e cafés. Parodiando uma telenovela da altura
eis: Zé Albano, Zé Manel Figo, os saudosos
António Zé 'Costeleta' e Joaquim Viana, Apolinário
Santos, Xico Chouriço e Arlindo Guerra.
As
tardes de domingos e terças-feiras de Carnaval em Estremoz
nos anos cinquenta do século passado eram animadas com vigorosas
'batalhas de flores' entre as tripulações dos artísticos
carros alegóricos, quando os mesmos se cruzavam, e destes para
a assistência (que retribuía com o mesmo vigor) num corso
em recinto fechado (com entradas pagantes) que incluía os largos
General Graça, Combatentes, ruas 5 de Outubro, Vasco da Gama,
Santo André e Praça Luís de Camões. Recordando
esses tempos aqui fica o carro do Clube Futebol de Estremoz de 1952,
com os foliões Manuel Xarepe, Joaquim Viana e o irmão
'ferrador', Marçal, António Silva, Guerra 'carpinteiro',
Francisco Chouriço... BRADOS
731
Em
Estremoz, pelo Carnaval, jogavam-se renhidas partidas de futebol entre
'solteiros' / 'casados' ou 'empregados do comércio' / 'empregados
de café'. Depois dos prélios atletas, técnicos,
árbitros e adeptos de ambos os emblemas reuniam-se em animadas
patuscadas para 'meter' mais uns golos... de tinto e branco. Recordamos
esses tempos com os saudosos Carmo Pequito (árbitro) e os bandeirinhas
Manecas Parente e Joaquim 'Prego' Maneta.
Quadro
de uma noite de teatro na antiga Escola Industrial e Comercial de
Estremoz (EICE), representada por alunos finalistas de 1963/64. Será
'O Lugre', de Bernardo Santareno?
Passados
quase 17 anos da inauguração do Centro de Saúde
de Estremoz, já poucos leitores se lembrarão (e outros
nem sequer os conheceram) dos terrenos envolventes do então
campo de futebol da cidade e sa porta de Santa Catarina.
Na
antiga EICE (Escola Industrial e Comercial de Estremoz, antecessora
da E. Secundária Rainha Santa Isabel) os alunos, em particular
os finalistas, promoviam récitas teatrais habitualmente na
quadra festiva do Natal.
Faz
amanhã 43 anos que a chapa foi batida [11.Dez.1966] no Rossio
de Estremoz, frente 'aos cafés' com as velhas 'acácias'
em fundo. De pé o Zé Eduardo Pereira; de óculos,
o Damião Vendas e, com o inseparável chapeuzinho, Manecas
Parente (saudoso trio que já fez a longa viagem) e na outra
ponta o mano Jorge [Parente]. Ao centro, 'em pose de importante nababo'
o benjamim do grupo, Fernando Conde (que cedeu a foto). Quantos dos
que agora olham para a imagem não se terão cruzado nesse
dia com o quinteto nas costumeiras voltinhas domingueiras ao Rossio?
Outros
Brados outro Alentejo. Foi sob este lema que, já lá
vão três décadas, um grupo de jovens deitou ombros
à tarefa de reerguer um jornal que desde há cerca de
três anos vinha definhando e corria o risco de se perder definitivamente.
Não se perdeu. No próximo dia 30 faz 30 anos que o 1º
número desta 3ª Série saiu para as bancas, e assim
tem sido desde então, quinzenalmente, sem uma falha. Esta é
a sua edição número 725 e a Foto* é uma
homenagem a todos os que, ao longo destes trinta anos contribuíram,
para a sobrevivência deste jornal, em particular aos que já
'partiram'.
A
Barragem do Montinho [Estremoz] era ainda novidade quando o Rafael
Silva 'Dobidá' conceituado metrologista (vulgo aferidor) e
Elviro Chouriço a dar os primeiros passos nos negócios
da Banca, dois 'experts' na arte de enganar as criaturas subaquáticas
com o corpo coberto de escamas e que respiram através de guelras,
se aventuraram nas margens da dita albufeira “a ver se os gajos
picavam”. E, pela foto, tiveram algum êxito: filaram meio
bichinho cada um!
Finalistas
de 1967/68 da EICE (Escola Industrial e Comercial de Estremoz) actual
Secundária, numa excursão à Figueira da Foz.
Júlio
Zé Gato (uma excepcional mão para os petiscos –
passarinhos, caracóis e outros bichos móis – ali
no Largo da Fonte das Bicas) e António João Silva 'o
7 cabeças' (um fino manufactor de vários ofícios,
da mecânica ao fabrico e montagem de toldos) dois bons companheiros,
joviais, sempre prontos para pregar uma partidinha aos amigos mais
distraídos. Dois grandes 'cromos' da sociedade estremocense
de meados do século passado.
Iam do final do Outono até à Quaresma. Os mais marcantes eram os de Passagem de Ano, de Carnaval (ou máscaras) da Serração da Velha, da Pinhata que enchiam – literalmente – as sociedades recreativas, as filarmónicas, Bombeiros, Cruz Vermelha, 'Encarnados' ou o Jardim de Inverno (no Teatro), Eram os bailes dos frenéticos anos 50/60 do século passado, em Estremoz, ao som das valsas, boleros, tangos, swing's, sambas, mambo, paso-dobles, chá-chá-chás e rock'n'roll das orquestras 'Caravana' ou 'Maryling'. Este, de o que o nosso assinante Gabriel Borralho nos cedeu a foto, foi no Dia de Ano Novo de 1955, na 'Porta Nova”. Quem é que identifica, os então, jovens dançarinos? BRADOS
721
Agora,
que mais um ano lectivo dá os primeiros passinhos, recordemos
aqui outros tempos e... outros alunos, estes, finalistas de 1967/68,
elementos de uma 'equipa' de futebol (ou o que restou da mesma) após
um jogo trapalhão.
Há
30 anos praticava-se futebol em Veiros que aos domingos à tarde
fazia encher o Campo da Pedra Alçada. Belos tempos que já
não voltam. Que é feito de ti ó desporto em Veiros?
pergunta João Caldeira Ramos “Paimim”
(que cedeu a foto).
Em
1941 estas prazenteiras crianças, de certo
alheias à guerra que abalava a Europa, aprendiam na escola
de D. Rita Bonifácio (Rua das Flores – Estremoz) o bê
á bá que as preparou para as 'guerras' das suas vidas.
O dono da foto já não identifica os indicados com ?
e pede desculpas por isso. Em pé: duas irmãs Lapa; Violante
Queijinho; ?; Fernando Cavaco; Fateixa; António Zé “Costoleta”
e Teodoro “Super”. Sentados: as duas primeiras ??; irmã
do Fateixa; ?; Mª do Céu e Mª Albertina Salsinha
e ?. No chão: Rui; J. António Guia; Eduardo
Correia “30” (dono da foto) e Chico (que foi
para Évora).
No
Alentejo o Andebol era ainda considerado 'novidade', mas no Grupo
Desportivo de Santiago (Estremoz) pontificava já um excelente
conjunto de praticantes, 'produção' do então
jovem professor João Grave Costa e de um conjunto de 'carolas'
dirigentes.
A
'chapa' é das Inspecções de 1963 [St. André
– Estremoz] no Terreiro do Loureiro, e o dono já não
identifica a malta toda. De pé está o Álvaro
'Paul Anka', Avelino '33' Branco, Celestino Zorro, Tó Campino
e Aguinaldo Grades. Em baixo, António Morgado, André
Ourelo e António Sousa 'Puskas' (cedeu a foto)
ao lado do Elias Manaças, acordeonista. Quem conhecer os outros
que diga para 968650269. O pessoal quer fazer um almoço.
Estremoz
– Entre o Gadanha e o Quiosque Maniés, numa pausa depois
das aulas no Colégio do Senhor Mota [Colégio de S. Joaquim
– actual EB 2,3 Sebastião da Gama]. Maria José
Alagoinha e Maria Leonor Rocha (que nos remeteu a
foto).
Em
Novembro de 2009 completam-se 30 anos que a Casa da Cultura de Estremoz
'tomou em mãos' o leme do jornal Brados do Alentejo. Muitos
foram os que, desde aí, participaram nesta jornada. Quatro
partiram para sempre: José Sena (em 1994), Bagida Abegoaria
(1996), Joaquim Vermelho (2002) e João Albardeiro (2004). Por
ironias do destino o primeiro e o último deixaram-nos no mesmo
mês: Junho. Por sua vez, Setembro levou-nos o Bagida e o Vermelho.
Selva
de Bali – Índia, Maio 1959 / Março 1961. Grupo
de militares portugueses em missão de soberania na então
Índia Portuguesa, entre os quais estão os estremocenses
Carlos Prezado 'Lipa'; João Manuel Serra, Júlio Eduardo
Luna 'Ventura', Fernando Vírgilio Ramalho, Arquíminio
Grave, Simão Nunes Ramalho (estremocense por adopção)
e o furriel Passarinho. Quem são os outros? Quem souber que
diga para o tm 96 300 88 27 BRADOS 713
Futebol
– época 1967/68: Equipa de Juvenis do CF Estremoz. Torneio
de Abertura, vice-campeã. Camp. distrital, 4º lugar classif.
final e vencedora da Taça Disciplina. De pé: Zé
Guerreiro, Cândido Rodrigues, Paiva das Neves, Carlos 'Zifa'
Mourão, João Albardeiro, Joaquim António 'Camião',
Ze Ourelo (g.r. sup.), Cesaltino Ourelo (cap.) e Artur de Jesus 'Maleitas'
(treinador). Em baixo: Augusto Cabaço 'Zé dos Calos',
Teodósio Caeiro, 'Belo' João, Quim Tó Margalho,
João Fortio 'Fura' e A. Martins 'Tói Rasteiro'.
Um
(CS), tripulante de helicóptero, foi à zona de combate
para evacuar o outro (JJ), vítima do rebentamento de um engenho
explosivo, no norte de Angola. Era Abril, dia 1, 1964. Depois da Guerra,
o reencontro na 'mãe' Estremoz. Entre o Gadanha e o RC3.
Páscoa
de 1952, Os alunos da E. Primária de S. Bento do Ameixial em
dia de 'Benção do Gado': Maria Antónia Gavião,
Graça do Malpique, Ludjero Catita, Joaquim Inácio Gavião
(que cedeu a foto), Domingas do Montalto, António Marchante,
Felisbela Pardal, prof. Maria Luísa Cabalé, 'não
se consegue identificar', Xico Caxias, Hirondina, João Adriano,
Augusto Marchante, Joaquim José Rebola, Amauri Marchante e
Domingos Sadio. Em baixo: Joaquim Augusto do Montalto, João
Luís Ramos, António Ramos, Joaquim José Garrido,
Zé João Cóias, Elias Rebeca e Ricardino (nomes
por que eram conhecidos na altura).
1925
/ 1930 – Os mecânicos António João Silva
(7 Cabeças) e José Branco tratando desta mal enjorcada
maquineta, 'tetravó' dos modernos tractores que hoje roncam
por todo o lado (alguns só para os donos irem à vila
beber umas minis). Era o princípio do fim de juntas de bois
e parelhas de muares para fabricar terras para a lavoura no Alentejo,
1965
– Monte do Pocinho, Estremoz. A portalegrense Margarida Ribeiro,
etnóloga – que veio a Estremoz para um trabalho de estudo
da cerâmica popular local – acompanhada por quatro 'rurais'
[o Carlinhos, o Ginja? e os outros, quem são???) numa pausa
no trabalho de preparação de terrados de um olival. |
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