RC3
abre as portas aos 'civis'
Quem pretender visitar o
RC3 poderá fazê-lo a qualquer hora do dia, durante a semana
e ao fim-de-semana.
“O Regimento já tinha o museu aberto a visitantes e, a
partir de agora, é minha intenção abrir as portas
da Casa de Oficiais, conhecida por Palácio Reynolds, e as áreas
históricas da Unidade a qualquer cidadão nacional ou estrangeiro”,
disse o comandante do Regimento de Cavalaria Nº3, coronel Fonseca
Lopes.
O interior do palácio possui traços árabes e as
paredes estão revestidas com azulejos, encomendados no final
do século XIX a uma fábrica de Sevilha, com os mesmos
traços. “O palácio tem uma beleza arquitectónica
rara que justifica a visita das pessoas e porque é património
do Estado pertence a todo o cidadão”, afirmou o comandante.
O RC3 pretende desenvolver no curto prazo, outro género de iniciativas
de índole cultural e desportivo destinadas também à
sociedade civil, nomeadamente, o lançamento de um concurso de
pintura, a participação em torneios e actividades de variadas
modalidades (FutSal, BTT, Orientação, Atletismo e Hipismo).
Neste momento duas escolas de Estremoz e,, brevemente, uma terceira,
de Sousel, com crianças e adultos deficientes já beneficiam
de sessões de hipoterapia.
“Queremos também construir no interior da Unidade um campo
de obstáculos e realizar, com alguma periodicidade, provas equestres
abertas a participantes civis”, referiu o coronel Fonseca Lopes.
Segundo este oficial, “apesar da crise de emprego que hoje se
vive no país, o número de militares contratados nas Forças
Armadas tem vindo a diminuir de forma muito significativa, principalmente
no que diz respeito às praças, e tudo o que puder ser
realizado para atrair, cativar e reter jovens da nova geração,
será sempre um bom exercício”. O comando do Regimento
pretende a médio prazo trazer mais cidadãos para as “fileiras”
e como na região do Alentejo essa afluência não
é muito elevada, mais ainda terá que ser feito.
Para Fonseca Lopes a carreira militar poderá ser, do ponto de
vista material, muito aliciante para os jovens à procura do primeiro
emprego, pois o vencimento mensal dos soldados rondará os 600
euros e é compensado com alimentação, alojamento
e uniforme, suportados ainda pelo Estado. Além disso, quem optar
por esta carreira terá facilidade em estudar, sendo-lhe concedidas
horas para assistir às aulas e realizar exames, ao abrigo do
estatuto do Trabalhador Estudante. Outro forte incentivo é a
prioridade dos militares contratados em relação aos cidadãos
civis na admissão a concursos públicos.
“Quando estes militares contratados passam à disponibilidade
recebem, ainda, o Subsídio de Reintegração, cujos
montantes são muito expressivos”.
De salientar, por outro lado, a verdadeira “escola de valores”
e de virtudes cívicas que a instituição incute
em todo o militar, tão necessárias para o desempenho de
qualquer profissão que este venha a exercer no futuro.
Actualmente, integram o RC3 cerca de 25 oficiais, 90 sargentos e 160
praças. A estes números somam-se os militares que se encontram
em formação que, frequentemente, são mais de 100,
o que perfaz um total que ronda os 400 homens e mulheres.
Jorge Pereira
CANDIDATO
À CÂMARA DE ESTREMOZ
PSD indigita António José Ramalho
Conforme Brados
do Alentejo adiantou na sua edição 700, de 13 de Novembro
último, António José Ramalho é o candidato
do Partido Social Democrata – PPD/PSD à presidência
da Câmara Municipal de Estremoz, nas próximas eleições
autárquicas.
A oficialização da candidatura foi tornada pública
no passado dia 13, após a reunião plenária da secção
local do partido ter aprovado por unanimidade a proposta da Comissão
Política.
Segundo um extenso “manifesto” que nos fez chegar, a candidatura
social-democrata à autarquia estremocense aposta em duas ideias
chave: “acreditar” e “mudar”.
Acreditar que “é possível fazer melhor ou, no mínimo,
fazer diferente”, no concelho.
“Estremoz vai ter de ser muito mais que um mero postal de recordações.
Estremoz vai ter que ser um local em que dá gosto viver. É
preciso Acreditar em Estremoz!”, lê-se no documento. Para
isso os sociais-democratas comprometem-se perante os seus concidadãos
a “falar-lhes verdade. E a verdade é que, com os actuais
recursos da autarquia, é possível fazer melhor ou, no
mínimo, fazer diferente. Tão necessário como falar
verdade é restituir aos nossos concidadãos a confiança
no futuro. Abreviando: é preciso Acreditar em Estremoz!”
O documento recorda que o “PSD é um partido que, ao contrário
dos seus principais opositores, ainda não foi chamado a liderar
o Município”,
“Os nossos concorrentes já tiveram oportunidade de mostrarem
o que valiam e por diversas vezes”, por isso “É tempo
de mudar!”.
Mudar não só para “fazer melhor”, mas para
“fazer diferente”. E nesse sentido afirmam: “Não
iremos fazer orçamentos de 30 milhões para depois conseguirmos
executar apenas 15 milhões. Iremos tirar partido das nossas forças
e tentar explorar as oportunidades que estão ao nosso alcance”.
António José Borralho Ramalho nasceu em Estremoz há
46 anos, casado e com dois filhos, é licenciado em Gestão
de Empresas pela Universidade de Évora e tem uma Pós-graduação
em Finanças Empresariais. Actualmente é professor na área
de Contabilidade e Gestão na Escola Secundária Rainha
Santa Isabel. Entre outras actividades desempenhou funções
como administrador no Instituto Politécnico de Portalegre onde
também foi docente de Contabilidade e de Matemática Financeira.
Foi, ainda, director do Departamento de Administração
Geral e Finanças da Câmara Municipal de Portalegre.
Como actividade política contam-se diversos mandatos nos órgãos
locais e distritais do PSD, foi membro da Assembleia Municipal de Estremoz
nos mandatos 1982/85 e 2000/2004 e vereador dos pelouros da Juventude
e Desporto e do Planeamento e Gestão Urbanística na Câmara
Municipal de Estremoz entre 1985/89.
Solidário
pela terceira vez
Um almoço-convívio
de Idosos e Reformados do Concelho de Estremoz, que reuniu quase um
milhar de participantes, constituiu um dos pontos altos da terceira
edição do Estremoz Solidário – Encontro de
Gerações promovido pela autarquia estremocense.
O evento decorreu nos dias 11 e 12 no Parque de Feiras e Exposições
Eng. André de Brito Tavares, e porque de encontro de gerações
se tratou não faltaram os idosos, as crianças e os jovens
a animar a festa.
Como nas edições anteriores, o certame teve como finalidade,
além de reunir as gerações, mostrar o trabalho
desenvolvido pelas diversas entidades de solidariedade e apoio social
no âmbito da terceira idade.
Estiveram presentes instituições de solidariedade social
do concelho de Estremoz e de várias localidades da região,
escolas, associações humanitárias, culturais e
recreativas assim como empresas que desenvolvem a sua actividade em
torno da terceira idade.
Entre outras actividades, o programa incluiu animação
musical por diversos artistas, desporto sénior, contos tradicionais,
dança, representações teatrais, cinema, concurso
“As Estações do Ano” e festas de natal dos
idosos e das escolas.
Em permanência, entre outros, funcionou um salão de cabeleireiro
e estética, rastreio visual, bingo, pintura e leitura.
Festa
com ciência
Depois de meia dúzia de “bombadas” com a bomba de
pressão de ar, a garrafa de refrigerante quase meia de água
descola da “rampa de lançamento” qual foguetão
espacial a caminho das estrelas. A viagem não foi, porém,
tão longa: por alturas do segundo piso do convento inverteu a
marcha e regressou à terra.
Mas a criançada que assistia ao lançamento, na circunstância
alunos do Externato Rainha Santa Isabel, ficou extasiada e espantada,
“afinal o ar e a água também fazem subir foguetões...!”
Esta “brincadeira” foi uma das várias iniciativas
científicas que durante dois dias, 14 e 15 de Novembro, animaram
o Centro de Ciência Viva de Estremoz, (CCVE) instalado no Convento
das Maltezas.
Tratou-se do Festival da Ciência, uma organização
do CCVE, aberto a “miudos e graudos”, que incluiu um diversificado
leque de actividades de divulgação da cultura científica,
entre as quais se podem destacar, além do lançamento de
“Foguetões de Água”, e outras actividades
experimentais de ciência destinadas aos mais novos; Exposição,
Feira de Minerais; Feira de Livros Científicos e outros; "Pedras
& Bolos", uma experiência que alia a diversão
e a ciência, onde foi possível aprender de forma lúdica,
e inspirada em receitas de doçaria, como se formam as rochas
que constituem o nosso planeta; Um passeio pelos planetas internos do
"Sistema Solar à Escala do Concelho de Estremoz"; Cinema;
Projecções audiovisuais; Actividades desportivas; Conferência
sobre a relação Homem – Terra.
Rui Dias, responsável do CCVE, disse ao Brados que o Festival
da Ciência “foi mais uma acção daquelas que
o Centro vem privilegiando” especialmente desde há dois
anos, uma acção de “divulgação da
ciência e da cultura científica” junto da população
local, de que o evento mais marcante na cidade é o “Ciência
na Rua”, cuja primeira edição ocorreu no ano passado.
Assim, ao longo dos dois dias da iniciativa, passaram pelo Convento
da Maltezas dezenas de visitantes, sobretudo crianças das escolas,
mas também adultos, que tiveram oportunidade de ver e participar
em experiências científicas apresentadas de forma simples
e divertida e com as quais o seu conhecimento saiu mais enriquecido.
Significativa, segundo Rui Dias, foi a presença de um grupo de
adultos de Sousel em formação no âmbito das chamadas
“Novas Oportunidades”, que assistiram ao filme “O
dia depois de amanhã”, de Roland Emmrich, e participaram
activamente na tertúlia que se seguiu.
Durante o festival foi ainda inaugurada uma nova exposição
temporária, esta dedicada à sílica, um material
cada vez mais presente na vida de todos nós, “porque muitas
das tecnologias que usamos agora são feitas a partir desse material,
por exemplo os processadores dos computadores são feitos à
base de silício”, conforme explicou Rui Dias.
Esta é a quarta exposição temporária organizada
pelo Centro de Ciência Viva de Estremoz “o único
Centro de Ciência Viva do País a fazer exposições
temporárias que circulam pelo território nacional”,
indo de Estremoz a Beja, passando por Foz Coa e Vila Real, adiantou
aquele responsável que é também docente da universidade
de Évora.
Inácio Grazina
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ROSSIO
MARQUÊS DE POMBAL
Iluminado
Após alguns anos de ausência, a luz voltou ao Rossio Marquês
de Pombal (Estremoz). A iluminação da ampla praça
chegou no dia 25 com a implantação no seu centro de uma
torre com 25 metros de altura.
A torre de iluminação tem como características
técnicas uma coroa tipo sobe e desce, onde está instalada
uma potência global de oito mil watts, que ilumina toda a praça
dando-lhe uma nova vida.
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