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ESTREMOZ
FUTURO DO SIV PODERÁ ESTAR COMPROMETIDO

Os enfermeiros das ambulâncias do Suporte Imediato de Vida (SIV) do Instituto Nacional de Emergência Médica paralisaram no passado dia 25 de Fevereiro, contestando a falta de respostas do Ministério da Saúde e do INEM face à sua precária situação laboral.
Em Estremoz a greve também se fez sentir e contou com uma adesão de cerca de 66 por cento dos enfermeiros, ou seja, dois dos três que fazem parte da equipa do INEM nesta localidade. Esta é, efectivamente, uma das reivindicações destes profissionais de Saúde que afirmaram ao Brados do Alentejo que a falta de enfermeiros os obriga a "trabalhos redobrados" e a realizarem um excessivo número de horas extraordinárias.
O Suporte Imediato de Vida foi inaugurado em Estremoz em Outubro de 2007, iniciou a sua actividade com uma equipa de enfermagem constituída por cinco elementos, encontrando-se, actualmente, a funcionar apenas com três enfermeiros que continuam a assegurar turnos de 24 sobre 24 horas. "Não há tempo sequer para a família!", lamentaram.
Cada um destes profissionais de Saúde está numa situação de mobilidade de cedência de interesse público até final de Dezembro e, nessa data, poderão ter que regressar ao quadro do hospital a que pertencem.
Segundo um destes enfermeiros, que pediu anonimato, de acordo com a lei, as cedências de interesse público eram para ter terminado no final do ano passado, 2009, e a prorrogação que se registou foi excepcional. "Esta situação poderá significar o término do Suporte Imediato de Vida em Estremoz", salientou, adiantando que, apesar da sua situação precária, "há ainda enfermeiros que se encontram em condições mais complicadas".
Estes enfermeiros pretendem que sejam realizados contratos de trabalho com vinculo ao INEM. "Essencialmente, gostaríamos de ver a nossa situação resolvida porque não sabemos o que irá acontecer em Dezembro de 2010!".
O que os faz mover, ainda, "é o gosto pelo pré-hospitalar" e só com muita dedicação e boa vontade é que continuam a prestar este serviço à população, pois podem regressar a qualquer momento às unidades hospitalares de origem.
"Esta é uma zona muito carenciada e a nossa intervenção faz toda a diferença!".
Brados apurou que na mesma situação se encontram as equipas dos SIV de Moura, Odemira e Elvas.
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Jorge Manuel Pereira


VINHOS ALENTEJANOS
"PORTA DE SANTA CATARINA" QUER EUA

Depois de conquistar clientes em países como Luxemburgo, Alemanha e Bélgica, a empresa produtora do vinho "Porta de Santa Catarina", de Estremoz, prepara-se agora para reforçar as vendas nos Estados Unidos da América.
Segundo o enólogo José Poeiras, apesar da produção de vinhos de qualidade ser reduzida ”dificultando a expansão para outros mercados", a empresa pretende agora "reforçar as vendas para o mercado dos Estados Unidos"; numa altura em que as exportações representam já cerca de 50% da produção.


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