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“Portanto,
em termos estritamente biológicos o dimorfismo sexual está
ordenado para a procriação. E este dado biológico
não pode ser esquecido ou escamoteado, na ponderação
da relação sexual entre corpos da mesma natureza sexual,
ou seja, entre corpos masculinos entre si e corpos femininos igualmente
entre si. Biologicamente estas relações corporais não
têm sentido, porque não podem ser nunca procriadores.”
Daniel Serrão, Ecos do Sor, 28/10/08
“Sinceramente que jamais nos passaria pela cabeça, aqui
há uns anos atrás, que a CP procedesse ao encerramento
do ramal ferroviário de Moura, alegando fraca rentabilidade.
E várias razões reforçavam esta nossa convicção,
partindo do princípio que se a drástica solução
se aplicasse aos serviços públicos deficitários,
bem poucos ou nenhuns estariam a funcionar. (…) A REFER, quanto
a nós, deverá ser responsabilizada pelo abandono de umas
instalações valiosíssimas, pelo estado a que deixou
chegar um património, que no fim de contas é público
e explicar, claramente, sem equívocos, a razão por que
prefere que ele esteja abusivamente ocupado, em vez de o abrir, pelo
menos provisoriamente, a uma cidade que não possui um terminal
rodoviário.”
A Planície, 01/11/08
“Portugal
não é, definitivamente, um país parado! (…)
É que, nos pormenores, Portugal está diferente! Está
diferente, sem dúvida, por exemplo, na linguagem. (…) Uma
das palavras que agora mais frequentemente é utilizada é
EVIDÊNCIA. (…) Um professor, por exemplo, faz uma reunião
com os pais dos alunos, ou uma visita de estudo com os alunos. Não
basta dizer que fez, ou sequer apresentar acta e/ou relatório
da mesma. Há que apresentar evidências! Há, também,
que encontrar as evidências nos processos. A maioria das pessoas,
não entende o que isto quer dizer, mas isso, é evidente,
não interessa nada. O que interessa é a evidência.
Brilhante, não é? E português também.”
MLM, O Distrito de Portalegre, 06/11/08
“Compadre, parece que os EUA vão ter um presidente negro…
Deve haver engano, compadre! O que tenho ouvido é que por lá
a coisa anda negra!”
Vozes do Além, Alentejo Popular, 06/11/08
“Quem não
tenha a memória curta sabe que a despolitização
das gentes é uma das fundamentais linhas de investimento da direita
antidemocrática, pois quantos menos forem os que se interessam
pela vida politica mais fácil será a qualquer criptofascismo
encarregar-se de tomar conta de uma país. Mesmo sem fardas nem
continências há muito fora de moda.”
Correia da Fonseca, Alentejo Popular, 06/11/08
“Na semana passada «comemorou-si» o Dia «Mundiali»
da Poupança. Sabia disso?!... Sim, mas não pude «participari»!
Quando «fori» o Dia Mundial do Endividamento logo participo!...
Ó vizinho, dê lá aí mais um copito fiado!”
Luca, Diário do Alentejo, 07/11/08
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