Estremoz
é uma cidade portuguesa no Distrito de Évora, região
Alentejo, subregião Alentejo Central, com 7 682 habitantes.
É sede de um município com 513,82 km² de área
e 14.811 habitantes (2006), subdividido em 13 freguesias. O município
é limitado a norte pelos municípios de Sousel e Fronteira,
a nordeste por Monforte, a sueste por Borba, a sul pelo Redondo e a
oeste por Évora e por Arraiolos.
É conhecida internacionalmente pelas suas jazidas de mármore
branco. A exploração do mármore de Estremoz tem
uma origem muito antiga, como comprova o Templo romano de Évora,
que contém mármore originário de Estremoz. Está
também presente no altar-mor da Catedral de Évora.
População
do concelho de Estremoz (1801-2004):
1801 - 10.722hab;
1849 - 08.504hab;
1900 -16.238hab;
1930 - 20.550hab;
1960 - 23.201hab;
1981 - 18.073hab;
1991 - 15.461hab;
2001 - 15.672hab;
2004 - 15.064hab.
As freguesias
de Estremoz são as seguintes:
- Arcos;
- Évora Monte;
- Glória;
- Santa Maria (Estremoz);
- Santa Vitória do Ameixial;
- Santo André (Estremoz);
- Santo Estêvão;
- São Bento de Ana Loura;
- São Bento do Ameixial;
- São Bento do Cortiço;
- São Domingos de Ana Loura;
- São Lourenço de Mamporcão;
- Veiros.
A Estremoz foi concedida a distinção de «Notável
Vila», atribuída pelos reis de Portugal a muitas das suas
vilas; foi elevada à categoria de cidade em 1926.
História
Em 1336, a Rainha Santa Isabel, então com 65 anos, deslocou-se
a Estremoz desde o convento franciscano em Coimbra onde se tinha recolhido
após a morte de D. Dinis, seu marido, de modo a evitar uma guerra
entre o seu filho Afonso IV e o rei de Castela Afonso XI. Afonso IV
declarou guerra a Afonso XI pelos maus tratos que este infligia à
sua esposa D. Maria (filha do rei português). A Rainha Santa Isabel
colocou-se entre os dois exércitos desavindos, e de novo evitou
a guerra tal como tinha acontecido em 1323 na batalha de Alvalade, entre
as tropas de D. Dinis e as de D. Afonso IV.
Estremoz foi o local de falecimento do rei D. Pedro I, em 1367, no convento
dos franciscanos.
Na crise de 1383-1385, foi uma das cidades conquistadas no Alentejo
por João de Aviz e Nuno Álvares Pereira, logo a seguir
ao acto de início das hostilidades desta crise dado com o assassíno
do Conde de Andeiro em Lisboa. Foi nas proximidades de Estremoz que
se deu a primeira batalha entre as duas facções da crise,
a batalha dos Atoleiros.
Em 1659, foi em Estremoz que o exército português se reuniu
às ordens de D. António Luís de Meneses, conde
de Cantanhede, para socorrer Elvas, que se encontrava cercada por um
exército espanhol, comandado por D. Luís de Haro. De ali
partiram para derrotar os espanhóis na Batalha das Linhas de
Elvas, tendo causado enormes baixas aos seus adversários.
Em 1663 o exército espanhol, comandado por D. João de
Áustria e o exército português, comandado pelos
condes de Vila Flor e de Schomberg defrontaram-se nos campos de Ameixial
a 5km de Estremoz. O exército espanhol tinha acabado de conquistar
Évora. Era constituído por 3000 cavaleiros e 2000 homens
a pé, sendo este um dos mais perigosos ataques espanhóis
durante a guerra da Restauração. Depois da batalha, o
exército espanhol retirou para Badajoz.
Em Fevereiro de 1821, Mouzinho da Silveira foi encarregado da diligência
de arrecadação da Fazenda em Estremoz.
Local de nascimento de António de Spínola, em 1910.
Fonte: Wikipédia.
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