ESTREMOZ
TRULÉ ABRE TEATRICES
Com o Teatro Bernardim
Ribeiro encerrado à espera de obras, este ano a iniciativa 'Teatrices'
não sai do Rossio.
A animação de rua irá decorrer nas manhãs
de sábado, no espaço do mercado semanal, sempre com início
às 11 horas, e os espectáculos de sala realizam-se a partir
das 21 horas, na Casa de Estremoz.
Todos os espectáculos são de entrada livre.
O evento, que vai preencher as manhãs e noites dos quatro sábados
de Março, começa pela animação de rua, já
no próximo dia 6, com um espectáculo de títeres
a cargo do TRULÉ – Investigação de Formas
Animadas [Évora] que apresenta as 'peças' “Tourada
à portuguesa” e “Namoro”, para delícia
de miúdos e graúdos.
O primeiro espectáculo de sala realiza-se no sábado 13
e, decerto, muita gente vai ficar a “chuchar no dedo”, pois
não conseguirá assistir ao mesmo, uma vez que o espaço
da Casa de Estremoz não comporta grande lotação.
Mas o tipo de evento quer isso mesmo: pequenas assistências. Trata-se
de um dos ícones do imaginário alentejano – Os Bonecos
de Santo Aleixo, agora manipulados pelos actores do CENDREV.
Mas, na manhã desse mesmo sábado (13) o mercado semanal
será animado pela 'companhia' A Barraca do Gregório –
Teatro D. Roberto que apresenta “D. Roberto e a namorada”
e “O burro teimoso”.
Nos dias 20 e 27 a animação de rua está por conta
dos Gazua Teatro de Rua numa performance de teatro e circo.
Na noite de sábado 20, o grupo PÀTUÁ – Teatro
Jovem de Arcos [Estremoz] apresenta “O primo Isidoro é
um cavalheiro respeitável” e, no sábado seguinte
(27) – Dia Internacional do Teatro – a Associação
Cultural do Imaginário [Évora] encerra o Teatrices/2010
com “Canções de amor e raiva na selva das cidades”
de Brecht/Weill.
E até 2011, esperamos que, já no Teatro Bernardim Ribeiro.
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João
Jaleca
NO CENTRO CULTURAL DE ESTREMOZ
TRAJE POPULAR ALENTEJANO ATÉ ABRIL
“O TraJE POPULAR ALENTEJANO” é uma exposição
a inaugurar no próximo dia 6 de Março (sábado),
pelas 17 horas, na Sala de Exposições do Centro Cultural
Dr. Marques Crespo, na Rua João de Sousa Carvalho, em Estremoz.
A Mostra, da iniciativa da Associação Filatélica
Alentejana é constituída por cerca de cinquenta fotografias
de grande formato, que num relance visual procuram dar uma visão
sintética do que foi o traje popular alentejano na primeira metade
do século XX.
Na exposição é possível apreciar como eram
os trajes usados nas fainas agro-pastoris por camponeses, semeadores,
mondadeiras, ceifeiros, guardas de herdades, pastores, porqueiros, tiradores
de cortiça, vindimadores, azeitoneiros, carreiros e manteeiros.
Na exposição é possível ainda apreciar o
traje usado por homens e mulheres, no seu dia a dia nos centros urbanos,
bem em como em ocasiões especiais como as festas cíclicas
ou a ida a romarias.
O traje alentejano é rico e diversificado, quer seja usado por
homem ou mulher, estando em relação directa com a posição
de cada um na escala social e com as tarefas diárias desempenhadas.
Ao surgir como produto natural do meio, isto é, de quanto dentro
e à volta do homem existe, o trajo popular tem a ver com a nossa
identidade cultural, a qual mais do que nunca interessa preservar. Daí
a importância de que se reveste a presente exposição,
o que só por si justifica uma visita prolongada.
A Exposição que conta com o apoio da Câmara Municipal
de Estremoz estará patente ao público até ao próximo
dia 17 de Abril.
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